sábado, 5 de novembro de 2016

Amor e respeito à família – Plano de Aula (Pré-Juventude)



Faixa etária: 12 a 14 anos
Unidade: Família
Sub-unidade: Amor e respeito à família

Recurso: Amor filial
 
Conteúdo:
·        A família é um recurso que Deus utiliza para que o homem, a mulher e os filhos se aperfeiçoem através da convivência e do trabalho comum.
·        O relacionamento pais e filhos melhora sempre quando os filhos melhoram sua conduta e respeitam os pais.
·        Na família temos o grande treino para vivermos depois em sociedade.
·        O jovem precisa preparar-se corretamente para formar uma família harmoniosa e feliz, evitando que problemas que existam na sua família de agora se repitam, amanhã, quando se casarem.
Desenvolvimento
1.      Colocar o grupo em círculo e no centro do mesmo uma almofada. Procurar criar um clima de descontração.
 2.      Explicar que falar e trocar ideias sobre nossos problemas num grupo em que confiamos pode levar, muitas vezes, a soluções que antes não tínhamos imaginado. A vida é troca de experiências, aprendizado e apoio recíproco. Como cristãos temos obrigação de nos ajudar mutuamente e de respeitar o sentimento do outro. Todos têm direito de expressar sentimentos na reunião.
 3.      Descontrair o grupo conversando, cantando com gestos e palmas. Quando sentir que o grupo está em condições de iniciar o trabalho, explicar que a almofada vai representar a família. Cda um vai dar à “almofada da família” o tratamento que gostaria de dar ao assunto FAMÍLIA. (Vá até o centro do grupo e exemplifique.
- Se você achar a família “uma boa” pegue a almofada e abrace-a; demonstre isto com gestos e diga o porquê.
- Se você achar que a família causa-lhe aborrecimento ou revolta, demonstre (empurre, jogue no chão), expondo seus motivos.
 4.      Convidar voluntários para iniciarem o exercício. À medida em que os jovens forem relatando seus sentimentos, estimular os depoimentos, procurando não julgar, mas compreender a experiência de cada um.
 5.      A partir dos relatos apresentados, dialogar com os participantes sobre o 1° item do “Conteúdo”. Dando e solicitando exemplos, esclarecer que, no convívio com os familiares, aprendemos a:
·        Controlar nossos impulsos
·        Suportar pequenas injustiças
·        Fazer pequenos sacrifícios
·        Ser contrariado em nossos desejos, procurando entender as “proibições” dos pais, pela responsabilidade de educar, de afastar os filhos de más influências, etc.
 6.      Dizer que desentendimentos ocorrem, muitas vezes, na vida em família, porque os filhos não procuram colocar-se no lugar dos pais, entendendo seus sentimentos. Exemplificar com a seguinte narrativa:
 
AMOR FILIAL
“Conta-nos uma antiga lenda que, num país distante, era hábito os filhos levarem os pais já velhos para uma montanha, a fim de que morressem longe de seus familiares.
Um jovem tendo o pai bem velhinho e doente, apiedou-se dele e ao levá-lo para o monte da morte, levou também um cobertor para que o homem não sentisse tanto frio.
Ao chegar, no entanto, no lugar designado ao idoso, o jovem foi envolvê-lo com a coberta e o pai de voz rouca, mas firme, lhe disse:
- Filho, corta um pedaço dessa coberta e leva-o contigo para te cobrires no dia em que teu filho também aqui te trouxer.
O moço ficou pensativo... Resoluto, tomou o velho pai sobre os ombros e levou-o de volta à casa, para que passasse os seus últimos momentos de vida junto com seus familiares.”
 
7.      Pedir ao grupo que opine sobre as atitudes e sentimentos dos personagem da lenda.

8.      Usando a técnica de “tempestade de ideias” (anexo 1), solicitar aos jovens que se coloquem no lugar dos pais e digam o que eles mais gostariam de receber dos filhos.
Anotar no quadro o que for citado.

9.      Aproveitando as respostas dadas, enriquecê-las com a apresentação das gravuras 1 a 10, prendendo-as numa cordinha e fazendo os comentários.

10.   Concluir com as ideias contidas no 2°, 3° e 4° itens do “Conteúdo”.

Técnicas e Recursos
·                   Conversação
·                   Dinâmica de grupo
·                   Exposição dialogada
·                   Narrativa
·                   Gravuras

Observação
No caso de aplicar esta aula em abrigos de menores (orfanatos), o educador deverá destacar  o objetivo da instituição em substituir o lar, muitas vezes impossibilitado de manter os filhos por motivos alheios à sua vontade. Os encarregados dos abrigos são pessoas que se esforçam para amar e proteger as crianças, merecendo o mesmo respeito e carinho, assim como os verdadeiros pais.
 
Fonte: Apostila Lar Fabiano de Cristo


Anexo 1:
Técnica de grupal: “Tempestade de ideias”
1.   Caracterização da técnica
É uma técnica de produção de idéias ou de soluções de problemas em grupo. Possibilita o surgimento de aspectos ou ideias que não iriam ser, normalmente, levantadas. Na prática não deve ser estabelecida nenhuma regra ou limite, eliminando assim todos os prováveis bloqueios ao "insight".
2. A técnica é útil para:
1.      Desenvolver a criatividade
2.      Liberar bloqueios de personalidade.
3.      Vencer a cegueira intelectual que nos impede de vê as mil e uma soluções de cada problema.
4.      Criar um clima de otimismo no grupo.
5.      Desenvolver a capacidade de iniciativa e liderança.
3. Use a técnica quando:
1.      Não estiver encontrando idéias para novas iniciativas.
2.      Não estiver encontrando solução para algum problema.
3.      Precisar que o grupo comprove sua capacidade de abrir caminhos e produzir soluções.
4.      Precisar romper bloqueios criados na personalidade do grupo ou de membro do grupo.
4. Como usar a técnica
1.      Disponha o pessoal como for possível, de preferência em círculo.
2.      Crie um clima informal e descontraído de esportividade e muita espontaneidade.
3.      Suspenda (proíba mesmo) críticas, julgamentos, explicações. Só vale colocar a idéia.
4.      Levar todos a romper com sua auto-censura, expondo o que lhe vier a cabeça, sem pré-julgar.
5.      Pedir que emitam idéias em frases breves e concisas.
6.      Todos devem falar alto, sem ordem preestabelecida, mas um de cada vez.
7.      Proibir cochichos, risinhos e conversas paralelas. 
 
Obs.- No grupo de 20 pessoas, o número de sugestões dadas em cinco minutos é 100. Sinal de que o grupo é criativo. Não desanimar se nos primeiros exercícios ficarem muito aquém deste número. Tudo é questão de treino.
Fonte: https://sites.google.com/site/seaprendefazendo/tecnicas-ou-dinamicas-de-grupo/tempestade-de-ideias






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