sexta-feira, 1 de julho de 2016

Aula nº 15 "Os três batismos: de água, de fogo e do espírito" (Juventude Espírita)

Tema: Os três batismos: de água, de fogo e do espírito
Aula n° 15 - CEC
data: 08.06.2014


Atividade de Integração
Recortar as cinco frases com os significados das mesmas e colar embaixo de cinco cadeiras. O educador lê uma frase pergunta o significado para a turma e todos argumentam. Daí quem estiver com a mesma frase (evangelizado), lê em voz alta o significado.


Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário


1o. Momento:
Debate: Metade defende que se sim, devemos batizar porque Jesus se permitiu batizar e também mandou que os apóstolos batizassem.
O outro grupo que não, porque Jesus não batizou ninguém.
  

2o. Momento:
Diferenciar batismo com água , Espírito Santo, e de batismo de fogo, dividindo a turma em três grupos e distribuir os anexos II, III e IV para cada grupo e encenar uma paródia.

3o. Momento: 
Reflexão: Distribuir para os evangelizandos o texto : Milho ou Piruá e fazer uma leitura em conjunto. Refletir sobre o mesmo fazendo uma correlação quanto espíritos milenares em estamos na Terra com alguma missão a desempenhar, inclusive e principalmente a TRANSFORMAÇÃO de nós mesmos em Espíritos melhores. Essa transformação pode dar-se através da vivência do amor ensinado e exemplificado por Jesus, mas também, por vezes, nos chegam através da DOR em suas múltiplas facetas. Dores físicas (enfermidades, limitações), dores morais ( solidão, perdas, ressentimentos) ou ambas (processos obsessivos, depressão).

4o. Momento: Cantar a música “Pipoca”

Download no google-drive:

Música Pipoca .wma


Tempo:
10´ - atividade de integração
15´
- 1º. Momento
20´ 
- 2º. Momento
10´
3º Momento 
10´  - 4º Momento 


Material:
Som portátil
Textos dos anexos impressos

Fonte de Consulta:

Estudos Espíritas do Evangelho -Therezinha de Oliveira-Capítulos 10-11


Subsídios ao Educador:


Capítulo 11 – Os três batismos: de água, de fogo e do espírito

O batismo de água
A palavra batismo que dizer imersão, mergulho  (do grego baptisma, passando ao latim baptosmus).
O costume de batizar não tem sua primeira origem no Cristianismo, pois, nos relatos de diferentes seitas de povos da Antiguidade, encontramos referências a banhos purificadores, aspersões e imersões, que preparavam os crentes para o culto às suas divindades.

Como surgiu na área cristã?
Foi João (filho de Zacarias e Isabel, e segundo tradição, primo de Jesus) quem deu início à prática do batismo entre os judeus, de modo popular.
Ele anunciava a vinda do Cristo e convidava o povo a se arrepender dos seus pecados e, aos que atendiam e se propunham a uma renovação moral, ele batizava (mergulhava nas águas do rio Jordão). Por essa prática, ficou conhecido como “o Batista”, ou seja, o que batiza.

Seu significado
O batismo de água era uma prática simbólica, um testemunho público de arrependimento e propósito de corrigir-se, “lavar-se” dos seus pecados.
É o que fica evidente, em passagens como estas:
Eu, na verdade, vos batizo com água  para vos trazer à penitência; mas aquele que vem após a mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”(Mt 3:11)
“Apreceu João, batizando no deserto e pregando o batismo do arrependimento, para remissão dos pecados.” (Mc 1:4)
Por simbolizar arrependimento de pecados, João só aplicava o batismo em adultos, que tinham do que se arrepender e podiam analisar o certo e o errado para se arrependerem.
E mostrava que não adiantava o batismo de água em quem não estivesse realmente arrependido. Ex.: A muitos dos fariseus e saduceus que foram até ele para que os batizasse, admoestou: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois frutos dignos de arrependimento.” (Mt 3:7-8)

Por que Jesus foi batizado? (Mt 3:14-17 e Jo 1:29-34)
Jesus foi ter com João para ser batizado por ele. João ainda não sabia que Jesus era o Messias, mas reconhecia que seu primo era bom, virtuoso e melhor que ele próprio, não precisando do “batismo do arrependimento”. Por isso não o queria batizar: “Eu é que preciso ser batizado por ti e tu vens a mim?”
Respondeu Jesus: “Deixa, por agora, porque nos convém cumprir toda a justiça.” Referia-se Jesus a Moisés e os profetas, que para os judeus eram “a lei”. Havia previsões feitas sobre o Messias que deveriam ser cumpridas, como a de Isaías (11:2): “E repousará sobre ele o espírito do Senhora, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.
Também era preciso se cumprisse o aviso que João recebera sobre como reconhecer o Messias, para poder anunciá-lo ao povo: “Eu não o conhecia, mas o que me enviou a batizar com água, disse-me: ‘Aquele sobre quem vires descer o Espírito e ficar sobre ele, é o que batiza com o Espírito Santo.’”
João mergulhou Jesus nas águas e nada ocorreu. Mas depois, quando Jesus já saíra das águas e se pôs em oração, a João: “Eis que se lhe abrirem os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: ‘Este é o meu Filho amado, em me comprazo.’”
 
Diante do Fato, João ficou sabendo que Jesus era o enviado de Deus ao mundo, para esclarecer a humanidade e libertá-la do erro, e começou a testemunhar:
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um varão que foi antes de mim, por já era primeiro do que eu.
Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele.
E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus.”
“E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água.
Então, cumprido o reconhecimento do Messias, a rigor o batismo de água não era mais necessário.

Jesus não batizava com água
E, de fato, Jesus não adotou essa prática, como fica claro nesta passagem: “Quando, pois o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele [Jesus] fazia e batizava mais discípulos do que João [se bem que Jesus mesmo não batizava e, sim, os seus discípulos], deixou a Judéia, retirando-se outra vez para a Galiléia.” (Jo 4:1-3)
Alguns discípulos de Jesus batizavam com água, porque antes de seguirem a Jesus, tinha sido discípulos de João, com que aprenderam a prática e, por certo, a julgavam importante. Mais tarde, com o aprendizado junto a Jesus, iriam se desapegando de tal costume.
Mas Jesus trazia dois outros batismos, como anunciou João: “anunciava que vem após mim é mais poderoso que eu; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3:11); não iria exemplificar o simbólico, exterior e não mais necessário batismo de água.

O batismo de fogo
Desde que se inteire da verdade espiritual, uma pessoa pode se reconhecer em falta, arrepender-se dos seus erros e desejar proceder melhor.
Então, com ou sem água que a lave exteriormente, com ou sem fórmulas religiosas começará a luta para se renovar, corrigir sua conduta, reparar os males praticados. Terá de dar testemunho de seus novos propósitos em todos os momentos, vencendo seus instintos e hábitos inferiores, procurando praticar o bem.
Nesse esforço e nessa luta maior, dentro de si mesma e em meio a tudo e a todos, tem o seu batismo de fogo, que purifica mais profundamente.
A essa luta é que Jesus se referia ao afirmar:
“Eu vim para atear fogo à Terra. E que mais quero se ele já está acesso?” (Lc 12:49)

O batismo do Espírito Santo
Quem se esforça por melhorar moralmente e se dedica ao bem merece o batismo do Espírito Santo (sintonia com os benfeitores do plano invisível), através de manifestações mediúnicas ostensivas ou sutis (telepatia, intuições etc).
Assim aconteceu com os discípulos de Jesus. Primeiro o Mestre os fez passar pelo batismo de fogo: provas e experiências em que lutavam por se melhorarem e servirem ao próximo.
Aos poucos, se desenvolviam e até já conseguiam realizar alguns trabalhos, afastar Espíritos perturbadores e curar enfermos. Mas ainda havia muito a aperfeiçoar; ex;: o Espírito que não conseguiam afastar (Mt 17:14-21), ensinos de Jesus que não entendiam (Mt 13:36, 16:5-12, Jo 14:7-11), a negação de Pedro (Mt 26).
Quando já haviam vencido muitas lutas, receberam um magnífico batismo do Espírito Santo, no Dia de Pentecostes, quando os Espíritos do Senhor se manifestaram através deles em diversos idiomas, aos habitantes e visitantes de Jerusalém (Atos 2).
Finalmente, os discípulos foram compreendendo que o batismo verdadeiro não era o de água. Pedro entendeu isto, no caso do centurião Cornélio, em Cesaréia, que, apesar de gentio, recebeu (ele, familiares e agregados) a manifestação espiritual (Atos 10 e 11:16-17).

Como Jesus mandou batizar
Ressurgido, Jesus disse aos apóstolos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criança. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Ms 16:16)
De fato quem não crê é porque não entendeu, não se conscientizou e, portanto, não se arrepende, permanecendo no erro, na inércia, no egoísmo, que acarretam efeitos dolorosos.
Quem crê, ao contrário, deve ser batizado; não com água e sim com os batismos que Jesus ensinou, de fogo e Espírito Santo, isto é, ser convidado ao testemunho até alcançar sintonia superior.
Por isso mesmo, Paulo (o apóstolo dos gentios) afirmava que com água batizara uns poucos e dava graças a Deus por isso, “Porque Cristo me enviou não para batizar [com água, não!] mas para evangelizar”.

Por que, ainda, o batismo de água?
Jesus, que nos ensinou a adorar a Deus “em espírito e em verdade”, jamais instituiu fórmulas materiais nem designou lugares especiais para o culto ao Criador.
Mas, pela pouca evolução, muitas pessoas acham falta de um meio material para expressar, tornar concretos os fatos espirituais. Foi assim que, em vez de conservarem a pureza e simplicidade do Cristianismo, em vez de abolirem as antigas práticas externas de culto, acabaram por infiltrar no Cristianismo rituais, fórmulas, vestes especiais etc. E o batismo de água, em vez de se extinguir, assumiu uma importância maior (que não tinha), perdendo-se o seu significado espiritual, que era: a necessidade do arrependimento e desejo de renovação.

O batismo nas Igrejas cristãs
Atualmente, o significado mais geral do batismo é o de “iniciação” ou “admissão solene a uma religião”.
Nas igrejas protestantes , evangélicas, geralmente  é feito em adultos, porque exige compreensão e decisão pessoal.
No catolicismo, o batismo ainda é o primeiro dos seus sete sacramentos e se faz por aspersão apenas; significa que a criança (ou o adulto que se converteu) passa a fazer parte desse grupo religioso.

Observação:
Antigamente, na Igreja Católica, o batismo visava a “apagar o pecado original” que atingia toda a humanidade, por causa de Adão e Eva. Porém, no ensino católico, cada pessoa que nasce não é uma alma nova, recém criada por Deus? Como o “pecado” teria passado de pai para filho? E que justiça haveria em Deus fazer uma alma pagar pelo erro de alguém que ela nem conheceu? Ou responder um erro que não ajudou a cometer?
O “pecado original” poderia ser um símbolo das consequências de erros que cada pessoa traz ao nascer (porque já viveu antes) e precisam ser resgatados, corrigidos, “lavados”. Mas isso não se consegue porque alguém a mergulhe na água ou a derrame sobre sua cabeça. Somente seus esforços para o bem e os atos bons que praticar, na nova existência, conseguirão libertá-la dos efeitos dos erros passados e ensejar-lhe situações mais felizes para o futuro.

Oliveira, Terezinha. Estudos Espíritas do Evangelho. Coleção: estudos e cursos. ed 6, p. 150. Campinas, São Paulo: Allan Kardec ed, 2005.







Anexos:
Anexo 1

Anexo 2

O batismo de água

A palavra batismo que dizer imersão, mergulho  (do grego baptisma, passando ao latim baptosmus).
O costume de batizar não tem sua primeira origem no Cristianismo, pois, nos relatos de diferentes seitas de povos da Antiguidade, encontramos referências a banhos purificadores, aspersões e imersões, que preparavam os crentes para o culto às suas divindades.

Como surgiu na área cristã?
Foi João (filho de Zacarias e Isabel, e segundo tradição, primo de Jesus) quem deu início à prática do batismo entre os judeus, de modo popular.
Ele anunciava a vinda do Cristo e convidava o povo a se arrepender dos seus pecados e, aos que atendiam e se propunham a uma renovação moral, ele batizava (mergulhava nas águas do rio Jordão). Por essa prática, ficou conhecido como “o Batista”, ou seja, o que batiza.

Seu significado
O batismo de água era uma prática simbólica, um testemunho público de arrependimento e propósito de corrigir-se, “lavar-se” dos seus pecados.
É o que fica evidente, em passagens como estas:
Eu, na verdade, vos batizo com água  para vos trazer à penitência; mas aquele que vem após a mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.”(Mt 3:11)
“Apreceu João, batizando no deserto e pregando o batismo do arrependimento, para remissão dos pecados.” (Mc 1:4)
Por simbolizar arrependimento de pecados, João só aplicava o batismo em adultos, que tinham do que se arrepender e podiam analisar o certo e o errado para se arrependerem.
E mostrava que não adiantava o batismo de água em quem não estivesse realmente arrependido. Ex.: A muitos dos fariseus e saduceus que foram até ele para que os batizasse, admoestou: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois frutos dignos de arrependimento.” (Mt 3:7-8)

Por que Jesus foi batizado? (Mt 3:14-17 e Jo 1:29-34)
Jesus foi ter com João para ser batizado por ele. João ainda não sabia que Jesus era o Messias, mas reconhecia que seu primo era bom, virtuoso e melhor que ele próprio, não precisando do “batismo do arrependimento”. Por isso não o queria batizar: “Eu é que preciso ser batizado por ti e tu vens a mim?”
Respondeu Jesus: “Deixa, por agora, porque nos convém cumprir toda a justiça.” Referia-se Jesus a Moisés e os profetas, que para os judeus eram “a lei”. Havia previsões feitas sobre o Messias que deveriam ser cumpridas, como a de Isaías (11:2): “E repousará sobre ele o espírito do Senhora, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.
Também era preciso se cumprisse o aviso que João recebera sobre como reconhecer o Messias, para poder anunciá-lo ao povo: “Eu não o conhecia, mas o que me enviou a batizar com água, disse-me: ‘Aquele sobre quem vires descer o Espírito e ficar sobre ele, é o que batiza com o Espírito Santo.’”
João mergulhou Jesus nas águas e nada ocorreu. Mas depois, quando Jesus já saíra das águas e se pôs em oração, a João: “Eis que se lhe abrirem os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: ‘Este é o meu Filho amado, em me comprazo.’”
Diante do Fato, João ficou sabendo que Jesus era o enviado de Deus ao mundo, para esclarecer a humanidade e libertá-la do erro, e começou a testemunhar:
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um varão que foi antes de mim, por já era primeiro do que eu.
Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele.
E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus.”
“E eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água.
Então, cumprido o reconhecimento do Messias, a rigor o batismo de água não era mais necessário.


O Batismo do Fogo

Jesus não batizava com água
E, de fato, Jesus não adotou essa prática, como fica claro nesta passagem: “Quando, pois o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele [Jesus] fazia e batizava mais discípulos do que João [se bem que Jesus mesmo não batizava e, sim, os seus discípulos], deixou a Judéia, retirando-se outra vez para a Galiléia.” (Jo 4:1-3)
Alguns discípulos de Jesus batizavam com água, porque antes de seguirem a Jesus, tinha sido discípulos de João, com que aprenderam a prática e, por certo, a julgavam importante. Mais tarde, com o aprendizado junto a Jesus, iriam se desapegando de tal costume.
Mas Jesus trazia dois outros batismos, como anunciou João: “anunciava que vem após mim é mais poderoso que eu; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3:11); não iria exemplificar o simbólico, exterior e não mais necessário batismo de água.

O batismo de fogo
Desde que se inteire da verdade espiritual, uma pessoa pode se reconhecer em falta, arrepender-se dos seus erros e desejar proceder melhor.
Então, com ou sem água que a lave exteriormente, com ou sem fórmulas religiosas começará a luta para se renovar, corrigir sua conduta, reparar os males praticados. Terá de dar testemunho de seus novos propósitos em todos os momentos, vencendo seus instintos e hábitos inferiores, procurando praticar o bem.
Nesse esforço e nessa luta maior, dentro de si mesma e em meio a tudo e a todos, tem o seu batismo de fogo, que purifica mais profundamente.
A essa luta é que Jesus se referia ao afirmar:
“Eu vim para atear fogo à Terra. E que mais quero se ele já está acesso?” (Lc 12:49)


O Batismo do Espírito Santo

Quem se esforça por melhorar moralmente e se dedica ao bem merece o batismo do Espírito Santo (sintonia com os benfeitores do plano invisível), através de manifestações mediúnicas ostensivas ou sutis (telepatia, intuições etc).
Assim aconteceu com os discípulos de Jesus. Primeiro o Mestre os fez passar pelo batismo de fogo: provas e experiências em que lutavam por se melhorarem e servirem ao próximo.
Aos poucos, se desenvolviam e até já conseguiam realizar alguns trabalhos, afastar Espíritos perturbadores e curar enfermos. Mas ainda havia muito a aperfeiçoar; ex;: o Espírito que não conseguiam afastar (Mt 17:14-21), ensinos de Jesus que não entendiam (Mt 13:36, 16:5-12, Jo 14:7-11), a negação de Pedro (Mt 26).
Quando já haviam vencido muitas lutas, receberam um magnífico batismo do Espírito Santo, no Dia de Pentecostes, quando os Espíritos do Senhor se manifestaram através deles em diversos idiomas, aos habitantes e visitantes de Jerusalém (Atos 2).
Finalmente, os discípulos foram compreendendo que o batismo verdadeiro não era o de água. Pedro entendeu isto, no caso do centurião Cornélio, em Cesaréia, que, apesar de gentio, recebeu (ele, familiares e agregados) a manifestação espiritual (Atos 10 e 11:16-17).

Como Jesus mandou batizar
Ressurgido, Jesus disse aos apóstolos: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criança. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Ms 16:16)
De fato quem não crê é porque não entendeu, não se conscientizou e, portanto, não se arrepende, permanecendo no erro, na inércia, no egoísmo, que acarretam efeitos dolorosos.
Quem crê, ao contrário, deve ser batizado; não com água e sim com os batismos que Jesus ensinou, de fogo e Espírito Santo, isto é, ser convidado ao testemunho até alcançar sintonia superior.
Por isso mesmo, Paulo (o apóstolo dos gentios) afirmava que com água batizara uns poucos e dava graças a Deus por isso, “Porque Cristo me enviou não para batizar [com água, não!] mas para evangelizar”.


Anexo 3 - Texto

TEXTO:
Milho   ou   Piruá ?

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por qual devem passar os homens para que eles venham a ser quem devem ser.
 O milho da pipoca não é o que deve ser.
Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.

O milho da pipoca somos nós : duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre.
 Assim acontece com a gente.

 A grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e de uma dureza assombrosas.
Só que elas não percebem.
Mas, de repente, vem o fogo.

O fogo é quando a vida nos lança uma situação que nunca imaginamos: “DOR”.
 Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho ou os pais, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão  -  sofrimentos cujas causas ignoramos.

 Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo
Sem fogo o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.
 Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente.

Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.
A pipoca não imagina aquilo de que é capaz.
 Aí, sem aviso  prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece; PUM ! –  e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, que ela mesma nunca havia
sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que recusa a estourar.
São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa que o jeito delas serem.
A sua presunção e o medo são a  dura casca do milho que não estoura.
O destino delas é triste: ficam duras a vida inteira.

Não vão se transformar na flor branca e macia.
Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. “Seu destino é o lixo”.

Você   é   Milho   ou   Piruá?

Do livro: “O amor que acende a lua”.  Editora Papirus


Anexo 4 - Música: Pipoca
 

MÚSICA: Pipoca
Milho sapeca, levado da breca
Saltita, saltita dentro da panela
Fugindo do fogo que queima e incomoda
E numa explosão vira uma pipoca!

Quem diria que aquele grãozinho
Pequeno, mirrado, sequinho, durinho
Muda de forma e se transforma
Numa rechonchuda e macia pipoca

Assim somos nós: pequenos e frágeis,
Lutando, correndo, em busca de paz!
Com o fogo da dor, do trabalho e do amor
Perdemos o orgulho, a vaidade, a ambição.

Depois de muita reencarnação
Nós explodimos numa estrela
Brilhando no alto, no azul da imensidão
Junto do Pai e de nossos



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