segunda-feira, 23 de maio de 2016

Vida no Além

Alfredo estava muito triste. Tato, seu amigo e colega de escola, falecera e ele ficara inconsolável.

Não tinha mais vontade de ir à escola, de passear, de andar de bicicleta, de nada.

Porque tudo isso ele fazia com seu amigo Tato, que agora não estaria mais ali com ele para alegrar os seus dias.

Muito triste, Alfredo ia à escola, porém não encontrava mais prazer nas atividade que antes fazia com Tato. Até que um dia Jane, sua colega de classe, vendo-o tão chateado, consolou-o afirmando:

— Alfredo, não precisa ficar triste assim! O Tato não morreu, apenas mudou de lugar!

— Como assim? Quem foi que lhe disse isso?... — perguntou ele, surpreso.

— É verdade, Alfredo! A morte não existe. Todos nós somos imortais! Só muda o lugar: ora estamos aqui, ora no mundo espiritual.

— Como sabe? Quem lhe contou isso, Jane? — quis o garoto saber, espantado.

Ela contou que era de família espírita e que os pais lhe explicaram sobre a morte, que é só do corpo físico. O Espírito é imortal e vai para a nossa Verdadeira Vida, aprender sempre!

— Quer dizer que ninguém morre?!... — indagou Alfredo, assombrado com essa notícia.
— Isso mesmo!

— Jane! Eu posso tornar a ver meu amigo Tato?

— Claro!

Alfredo agradeceu a Jane e retornou para casa com outra expressão. Chegando, indagou aos pais se eles sabiam que a morte não existe. Eles trocaram um olhar, e a mãe disse:

— Que conversa é essa, meu filho?

— Foi Jane quem me contou, mamãe.

E ele explicou aos pais o que tinha ouvido da colega de escola, mas seu pai reagiu:

— Meu filho, não acredite nessas coisas! Tudo isso é conversa fiada. Mas vou procurar saber direito e depois voltaremos a conversar, está bem?

Alfredo concordou. No entanto, em seu íntimo, sentia que seu amigo Tato não poderia ter deixado de existir.

Algum tempo depois, Alfredo, preocupado, estudava para uma prova, pois não entendia direito a matéria, quando “sentiu” alguém do seu lado. Olhou e viu Tato ali pertinho e sorridente. Ele colocou a mão em seu ombro e disse:

— Alfredo, não se preocupe! Você se sairá bem na prova. Se estudar a matéria direitinho,  prometo ajudá-lo!      
   
Ao ver o amigo, agora no Mundo Espiritual, do mesmo jeito que era antes, com uma roupa que ele conhecia bem, e falante,

Alfredo ficou emocionado.

— Tato, é você mesmo?!...

— Claro! Tem alguma dúvida?

— Não! Sinto que é você e continua meu amigo, como sempre!

 — Sim. A morte do corpo não muda ninguém; continuamos os mesmos, só que aprendemos muito mais! Estou morando com minha bisavó Rosa e sinto-me feliz. Dê um abraço nos meus pais por mim. Eles acreditam que morri e isso dificulta nosso relacionamento.

Tato despediu-se e Alfredo continuou estudando. No dia seguinte, à hora da prova, Alfredo estava confiante. Só que em uma das questões ele não conseguia lembrar a resposta. Nesse instante, ele viu Tato, que lhe disse:

— Lembra-se da última página que tem esse texto? Bem no final, está a resposta que precisa. Apure a memória! E também não se esqueça do que lhe pedi, certo?

Alfredo fechou os olhos e, em pensamento, abriu o livro nessa página e lembrou-se:

— Já sei! — gritou em voz alta, assustando os colegas.

A professora fez sinal de silêncio, e ele corou de alegria. Respondeu à questão e entregou a prova. No final, a professora lhe perguntou por que gritara, e ele respondeu:

— Professora, não me lembrava da resposta a uma questão que havia estudado. Não sabia o que fazer, quando vi Tato ao meu lado e ele me lembrou: a resposta está no final da última página marcada para a prova! Então, eu me recordei do que estudara.

A professora e os alunos estavam surpresos diante do que Alfredo contou.

— E como está Tato? — perguntou a mestra, mostrando que entendia o que acontecera.

— Muito bem! Está do mesmo jeitinho, com a mesma roupa de que gostava, porém parece mais leve e risonho.

À tarde, Alfredo foi até a casa de Tato, encontrando os pais dele tristes e chorosos.

Então ele lhes relatou tudo o que acontecera, inclusive na prova da manhã, concluindo:

— Tato pediu que lhes dissesse que está muito bem e mora com a bisavó Rosa. Que o fato de não acreditarem na vida após a morte dificulta o relacionamento dele com vocês.

Comovidos e em lágrimas, os pais de Tato o abraçaram, cheios de alegria e esperança.

— É verdade que não acreditávamos na vida após a morte, porém diante do recado que nosso filho nos mandou, não há como não acreditar. Obrigado, Alfredo! É a vida que você nos devolve com essas notícias! Que Jesus o abençoe sempre!

                                                    MEIMEI                                     

(Recebida por Célia X. de Camargo, em 2/11/2014.)

O Consolador-  Revista Semanal de Divulgação Espírita, Ano 8 - N° 405 - 15 de Março de 2015

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