segunda-feira, 9 de maio de 2016

Aula n° 10 (Juventude) - As três revelações

Aula nº: 10  CEC - SERF
Data: 26/04/2014 e 19 /04 / 2014 

Ciclo: Juventude
Tema: As três revelações

Atividade de Integração
Antes que os educandos cheguem, esconder pela sala 3 papeizinhos (um em cada lugar) e, após a oração, explicar que precisam encontrá-los. Após encontrados, pedir que leiam o que está escrito em cada papel (1- Moisés, 2- Jesus, 3-Espiritismo) e perguntar-lhes do que se trata a aula de hoje. Ajudá-los se for necessário até que relacionem as palavras às 3 revelações. Interpretação: Afirmar que este é o tema da aula de hoje e que nesta aula aprenderão sobre esses três personagens e o que cada um revelou

Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário

1o. Momento:
Após a atividade de integração, entregar conforme a chegada dos jovens em sala, um papel dobrado escrito o nome de uma cor, (deverão constar quatro cores diferentes entre os pedaços de papéis). Os mesmos deverão ser entregues com o objetivo de formar quatro grupos de cores diferentes de forma aleatória tomando cuidado para que fiquem numero iguais ou próximos de integrantes em cada grupo. As cores escritas deverão ser Vermelho, Rosa, Amarelo e Azul.

2o. Momento: Após a leitura e reflexões, pedir que cada grupo elabore um cartaz, outro compor uma música, outro um teatro e outro um jornal falado ou palestra.
3o. Momento: Apresentação dos cartazes criativos e finalizar a aula esclarecendo quaisquer dúvidas que tenham ficado.

Tempo
10´ → atividade de integração
5´   → 1º. Momento
15´ → 2º. Momento
30´ → 3º. Momento
Material
Papel cartão cortado em quadrados de quatro cores diferentes.
Cartolinas, pincéis atômicos
Exemplares do livro "Estudos Espíritas do Evangelho", Therezinha de Oliveira
Cópias do anexo 1

Fonte de consulta
A Gênese - Allan Kardec - Capítulo I.
Estudos Espíritas do Evangelho -Therezinha de Oliveira -Capítulo 7- As Três Revelações,Coleção Estudos e Cursos. Editora Allan Kardec,www.allankardec.org.br, Campinas/SP, ISBN: 978-85-7800-00-0)

Anexo 1
GRUPO VERMELHO

PRIMEIRA REVELAÇÃO: a de Moisés
Foi feita aos hebreus, através de Moisés, cerca de 1.300 anos antes da era Cristã.
A humanidade já havia atingido, nessa época, um plano de evolução mental capaz de encarar o universo como um processo total, de maneira global. Daí a revelação de Moisés destacar-se pela idéia de um Deus único (monoteísmo) e providencial (criou o mundo todo e todos os seres e por eles vela). Foi uma revelação de importância fundamental para o desenvolvimento da civilização.
Entretanto, como condutor de um povo e com o fito de coibir a série de abusos e desregramentos que grassavam no seio dele, Moisés estabeleceu leis morais, religiosas, políticas, civis e até preceitos de higiene. O mesmo fizeram, de certa forma, os profetas hebreus que, depois dele, ajudaram a entender, corrigir e fixar os ensinamentos espirituais da revelação mosaica.
Não se pode, pois encarar todo o sistema, esboçado por Moisés e os profetas do Velho Testamento, como verdade inconteste e originária de fonte divida e eterna.
É imperioso fazer-se, na revelação mosaica, uma delimitação entre a parte divina (imutável e eterna) e a humana(reformável e transitória).
A Lei civil (ou disciplinar) de Moisés
As leis civis variam de acordo com os costumes e o caráter de cada povo, modificando-se com o tempo.
As leis civis de Moisés visavam orientar a vida na comunidade hebraica de então, incutir hábitos de higiene, evitar mescla dos seus costumes com os povos bárbaros. Algumas eram boas, outras não.
Como Médium (profeta), Moisés tinha a incumbência de guiar o povo de Israel à Terra Prometida e atuava transmitindo as instruções do mais Alto.
Como chefe político, civil e militar, porém, era muito zeloso da unidade nacional e religiosa do seu povo e dava ordens nem sempre de acordo com a inspiração superior.
Assim, não podem ser de inspiração divina algumas de suas ordenações.
Entre as leis civis que Moisés estabeleceu vamos encontrar a velha “pena de Talião” (pena igual ao crime), no “olho por olho dente por dente”, e a proibição do intercâmbio com os mortos, que estava sendo feito de modo abusivo e para fins materiais, egoístas e imediatistas.
A lei divina na revelação de mosaica
Bem diferente das leis civis de Moisés é a lei divina de que ele foi o porta-voz. Lá está, condensada no Decálogo (os dez mandamentos) a moral natural, básica e invariável em todos os tempos e povos.
A revelação mosaica anuncia a vinda do Messias, e com isso, faz a relação do seu próprio conteúdo com a revelação que viria posteriormente, em sequência. Os profetas também anunciaram a vinda do Messias.
GRUPO ROSA
SEGUNDA REVELAÇÃO:  a do Cristo
Cerca de 1.300 anos depois, o povo hebreu já evoluíra um tanto mais, sob a Lei Mosaica e os Profetas, e precisava de uma nova revelação.
É então que , como fora predito, vem o Messias (Jesus, o Cristo) para lhe trazer os novos ensinamentos espirituais.
Pregava Jesus “como quem tinha autoridade e não como os escribas”. No Sermão da Montanha, proclamava: “Ouvistes que foi dito” (fazendo menção aos ensino antigo); “eu, porém, vos digo” (e ministrava os novos ensino).
Para alguns, Jesus estaria contrariando as leis divinas anteriormente reveladas por Moisés e os profetas. Jesus esclareceu:
- “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. (Mt.5:17).
De fato, ele não derrogou a parte divina e moral da lei já revelada, pois uma revelação verdadeira não anula princípios básicos que as anteriores ministraram. Mas a parte humana, suscetível de ser alterada, essa ele enfrentou, reformou, revogou e combateu.
Para dar verdadeiro cumprimento às leis divinas, Jesus teve de:
  1. Descomplicar o ensino da lei (as prescrições inúmeras confundiam o povo), relembrando e resumindo: “Amar a Deus” sobre todas as coisas e  “ao próximo” como a si mesmo.(Mt.23:36/40).
  2. Passar a instrução do aspecto “controlador” (não fazer), para o “realizador”, (positivo, fazer): “Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.(Mt. 7:12)
  3. Retirar os acréscimos que tinham sido feitos pela má fé ou ignorância: “doutrinas que são preceitos de homens”, “toda planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada” (Mt. 15:9 e 13).
  4. Corrigir as más interpretações, mostrando o verdadeiro sentido dos ensinos: “ O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc. 2:27).
  5. Desenvolver e adaptar os ensinos ao grau de maior adiantamento moral do povo, estimulando a uma conduta mais evoluída. Onde se orientava “amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo, propõe: amar ao inimigo, fazer-lhe o bom , orar por ele (Mt. 5:43).
  6. Estender a mensagem a todas as criatura (não apenas aos hebreus): “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz, haverá um rebanho e um pastor” (Jo 10:15).
Explica que começava uma nova fase de evolução (“Porque todos os profetas e a lei até João profetizaram”). Agora, cada qual tinha de se esforçar por entender a vontade divina e agir de acordo com ela. Voluntariamente não por imposição (“Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço e os que se esforçam se apoderam dele”) (Mt. 11vs. 12/13).
GRUPO AMARELO
O ANUNCIO DO CONSOLADOR
Tendo ensinado tanto, Jesus ainda não pôde dizer tudo declaradamente. “Muitas coisas tenho para  vos dizer mas vós não as podeis suportar ainda...” (Jo 16:12) Era preciso aguardar maior amadurecimento do espírito humano e que progredisse no conhecimento científico.
Pediu a eles: “Se me amais, guardai os meus  mandamentos; e eu rogarei ao Pai e ele vos enviará outro Consolador; a fim de que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê e absolutamente o não conhece, mas, quando a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós.
“Porém, o Consolador, que é o Senhor Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as  coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito”. (Jo. 14:15/17 e 26).
Era o anúncio de uma sequência na assistência e revelação espiritual para a humanidade, futuramente.
Façamos um parênteses para analisar o Consolador Prometido por Jesus.
Consolador = paráclito, advogado, defensor.
Do grego parakletos – chamado para junto de.
Traduzido para o latem advocatus = chamado para junto de, afim de assistir, assessorar, instruir como falar e agir, acompanhar e defender (“Sabedoria do Evangelho” – Vol 8º, pág. 14).
O consolador não é Jesus (ele mesmo assegura que é “outro”).
Nem é uma pessoa mas elemento espiritual (justamente por isso poderá ficar “eternamente” como os discípulos).
Nem é qualquer espírito mas “Espírito de Verdade” “Espírito Santo”, o mundo “não o pode receber, porque não vê nem o conhece” (muito apegadas à matéria, a maioria das pessoas não creem no espírito, não se interessam pelas coisas espirituais e, em consequência, nada sabem da vida imortal nem dos espíritos, habitantes do plano invisível).
Mas “vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (apóstolos já sabiam da vida espiritual e contavam com assistência dos Bons Espíritos).
Quando o Consolador vier, “vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (do que Jesus falou muita coisa iria sendo esquecida), “vos ensinará todas as coisas” ou ainda” vos guiará a toda a verdade” ( o que não fora entendido, o que fora interpretado erroneamente pela ignorância, ou que a má fé omitira ou deturpara), “ e vos anunciará as coisas que hão de vir” (progresso do conhecimento humano ensejaria novas revelações e melhor explicação daquilo a que Jesus apenas aludira por alto).
GRUPO AZUL
TERCEIRA REVELAÇÃO: a do Espiritismo
À luz da codificação Kardequiana, reconhecemos no Espiritismo (Doutrina dos Espíritos) esse Consolador Prometido, a terceira revelação, revivescência e continuidade do Cristianismo.
Argumentam alguns: o Consolador já não se manifestou no Dia de Pentecostes?
Sem dúvida, os Espíritos do Senhor se manifestaram então gloriosamente, através da mediunidade dos apóstolos, em meio a efeitos físico (sonoros e luminosos), além da psicofonia (falando sobre as “grandezas de Deus”) e no idioma natal de cada um que ali se encontrava (xenoglossia).
Mas não se manifestaram apenas nesse dia os Espíritos do Senhor. Continuam se comunicando, conforme a promessa de Jesus: “Onde duas ou mais pessoas estiverem reunidas em meu nome eu aí estarei com elas”.
Posteriormente, porém, os que haviam assumido a liderança dos agrupamentos cristãos impediram o intercâmbio mediúnico. E não havia mais ambiente para a manifestação do Consolador.
Por isso, em meados do século XIX, “os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por Doda a superfície da Terra” (Prefácio d´ “O Evangelho Segundo o Espiritismo”) produzindo fenômenos, prodigalizando ensinamentos.
E, em 1857 (18 abril) codificado por Allan Kardec, o espiritismo surge da revelação dos Espíritos, apoiando-se na comprovação pelos Fatos.
Ensina a existência e natureza do mundo espiritual; suas relações com o mundo corpóreo (sem nada maravilhoso ou sobrenatural); e quem somos, de onde viemos, porque estamos na Terra e para onde iremos.
Também não vem destruir a Lei Divina, revelada através de Moisés e os Profetas, nem o que Cristo ensinou. Pelo contrário: recorda tudo isso; mas expurga os acréscimos indevidos; corrige a má interpretação (penas eternas, proibição do intercâmbio mediúnico etc.); desenvolve, completa e explica (perispírito, reencarnação, lei de causa e efeito, evolução etc).
“Ele me glorificará (disse Jesus, ainda, sobre o Consolador), porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”.
E o Espiritismo recebe de Jesus: a verdade que ele já deixara na Terra, mais o que não pudera dizer antes e, do mais Alto, envia agora em continuiedade.
Recebe de Jesus e anuncia a todas as criaturas sem nada impor, convidando ao exame pela razão, como Jesus fazia (”ouça quem tem ouvidos de ouvir e veja quem tem olhos de ver”).
Apresenta-se em tríplice aspecto – ciência, filosofia e religião – para atender a todas as possibilidades e necessidades do pensamento e ação humanos. Faz a aliança da Ciência e da Fé, mostrando que são as duas alavancas da inteligência humana, revelando uma: as leis do mundo material, e a outra: as do mundo moral, não precisando, pois, contradizer-se (pois essas leis têm o mesmo princípio, que é Deus), antes devendo se apoiarem mutuamente (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. I).
Assim , “ Atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança” mutuamente (“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. VI).
Nele se conjugam a revelação divina (de iniciativa dos espíritos) e a elaboração humana (pesquisa, análise, conclusões, aplicação).
Mas também o Espiritismo ainda não disse tudo o que há para se saber espiritualmente, nem o poderia fazer, pois humanidade continua em progresso. A revelação espírita tem, portanto, um caráter progressivo, admitindo modificar-se (se em algum ponto houver erro) e aceitando as novas verdades comprovadas que vierem a ser reveladas (Allan Kardec, em “A Gênese”, cap. I item 55).
Subsídios ao evangelizador
A Humanidade da era Cristã recebeu a Revelação divina em três aspectos essenciais:
→ Moisés trouxe a missão da Justiça;
→ O Evangelho, a revelação insuperável do Amor;
→ O Espiritismo, a sublime tarefa da Verdade.

XAVIER, F.C. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. Questão 271.

“Moisés, [...], revelou aos homens a existência de um Deus único, Soberano Senhor e Orientador de todas as coisas; promulgou a lei do Sinai e lançou as bases da verdadeira fé.”

“O Cristo, [...], acrescentou a revelação da vida futura, [...] assim como a das penas e recompensas que aguardam o homem, depois da morte.”

E revelou “um Deus clemente, soberanamente justo e bom, cheio de mansidão e misericórdia, que perdoa ao pecador arrependido e dá a cada um segundo as suas obras.”
“Longe de negar ou destruir o Evangelho, o Espiritismo vem, ao contrário, confirmar, explicar e desenvolver, pelas novas leis da Natureza, que ele revela, tudo quanto o Cristo disse e fez [...].”

KARDEC, Allan. A Gênese. Capítulo I, item 21.


“No centro das três revelações encontra-se Jesus-Cristo, como o fundamento de toda a luz e de toda a sabedoria.

É que, com o Amor, a Lei manifestou-se na Terra no seu esplendor máximo; a Justiça e a Verdade nada mais são que os instrumentos divinos de sua exteriorização, com aquele Cordeiro de Deus, alma da redenção de toda a Humanidade.”
XAVIER, F.C. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. Questão 271.

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