sábado, 27 de fevereiro de 2016

Plano de Aula 7 - O Templo e as Sinagogas (Juventude)


Aula nº:   7   CEC - SERF Data:    05/04/2014 e 30 / 03 / 2014
texto
Tema:    O Templo e as Sinagogas

Atividade de Integração:

Dividir os evangelizandos em trios. Distribuir uma folha de papel e caneta e pedir que escrevam três notícias boas que receberam nos últimos dias.
Dialogar que “Diariamente, todos nós recebemos notícias, boas ou más. Algumas delas foram motivo de grande alegria e por isso as guardamos com perfeita nitidez. Vamos hoje recordar algumas dessas boas notícias”.
Misturar os papeis e ler com a turma cada um deles. Compartilhar que assim como nos dias atuais à época de Jesus as pessoas recebiam boas e más notícias e muitas vezes as boas notícias ou incentivos eram trazidos pelos Profetas que estudaremos na aula de hoje, juntamente com a importância do templo e das sinagogas  para o judaísmo, religião dos pais de Jesus.

Sugestão para aplicação do conteúdo doutrinário

1o. Momento:
No judaísmo (religião dos judeus) a norma da vida moral e religiosa eram a lei de Moisés e os ensinamentos dos profetas. As instituições fundamentais eram os Templos e as Sinagogas.



Dividir a turma em 3 grupos.  Os alunos farão uma encenação sobre os Templos (grupo 1), as Sinagogas (grupo2)   e as grandes festas (grupo 3).   Textos no anexo 1.

2o. Momento: 
Antes do início da aula e chegada dos jovens, esconder pela sala papéis com as perguntas e respostas ou textos correlacionados do anexo 2 e pedir que encontrem e combinem a resposta para cada pergunta ou textos. Bem como afixando nos cartazes  “TEMPLO”  ou  “SINAGOGA” acontecimentos que tenham ocorrido em um ou outro local.
Finalizado, pedir que cada um leia uma pergunta e uma resposta, bem como conferir os cartazes anteriormente referidos.



Tempo:
10' - atividade de integração 
25' - 1° Momento
25' - 2° Momento


Material:
Folha de papel, lápis ou caneta                                
Exemplares do livro de Therezinha Oliveira
Textos do anexo 1
Perguntas e respostas do Anexo 2 (recortadas separadamente)
Cartaz escrito "TEMPLO" e "SINAGOGA", anexo 3                                                



Fonte de Consulta:


Estudos Espíritas do Evangelho-Therezinha de Oliveira-Capítulo 6- O Templo e as Sinagogas
Site www.slideshare- Os templos e as sinagogas.


Anexo 1

Texto do grupo 1 -  "A atividade dentro do Templo"




Sacrifícios cruentos (de animais) ou incruentos (trigo, pão, vinho, azeite, incenso etc.) eram feitos diariamente no Templo, pelos sacerdotes, que tinham direito a uma parte das vítimas oferecidas pelos particulares e tinham, também, o privilégio da venda da carne e do sangue dos cordeiros abatidos todos os dias pelo próprio Templo. De manhã, no altar dos perfumes, um sacerdote queimava o incenso e depois abençoava o povo. A tarde, repetiam-se as cerimônias mas sem a bênção.


As esmolas destinadas aos gastos do Templo eram lançadas no gazofilácio que, por extensão, se diz tesouro. Consistia em "troncos" de gargalo estreito em cima que se alargavam na parte de baixo (donde serem chamados de "trombetas"). Sua parte estreita se exteriorizava em salas do templo e ali as pessoas lançavam suas moedas.

Os exibicionistas chegavam a trocar seu donativo em moedinhas de cobre (chalkón) para serem em grande número e fazerem bastante barulho ao caírem nos gargalos, atraindo assim a atenção de todos para a sua oferta 

Era às portas do pátio dos Gentios que se desenvolvia o intenso e variado comércio de animais, perfumes, óleos aromáticos, cópias de escrituras, câmbio de moedas estrangeiras etc. Ali se alojavam os mercadores e cambistas.

Nas galerias que davam acesso ao pátio dos gentios, todos podiam conversar sobre os assuntos religiosos; era o que Jesus costumava fazer, pregando ao povo "a palavra de Deus", mesmo sem ser sacerdote.

Texto  do  grupo 2    -     A atividade nas sinagogas

Era nas sinagogas que o povo se reunia (principalmente aos sábados e em dias de festa), para a oração, ouvir a palavra de Deus e sua explicação.

Ä frente de cada sinagoga estava um dirigente ou chefe (chamado arquissinagogo ou príncipe da sinagoga). Ele é que presidia à leitura do Torah (a lei).
As explicações podiam ser feitas por qualquer pessoa a quem o dirigente confiasse esse encargo. (Por isso vemos Jesus tomando a palavra nessas reuniões.) O chefe também presidia às orações comunitárias e podia celebrar casamentos e Ofícios fúnebres.

Espalhadas por todo o país, eram centros de educação e organização do povo. Fariseus e escribas as controlavam, propagando suas idéias e exercendo grande influência sobre o povo, adquirindo cada vez maior prestígio.

Texto do grupo 3    -      As festas - Grandes festas

Celebravam-se anualmente três grandes festas.

Páscoa - era a principal. Começava no dia catorze do mês de Nisan (fim de março ou princípio de abril) e prolongava-se por sete dias, durante os quais não era permitido o uso de pão fermentado. 
Donde também o nome de "dias dos ázimos" (ázimo = sem fermento).
Todos os homens, que não estivessem impedidos por motivo grave, deviam subir em romaria a Jerusalém.  Páscoa quer dizer passagem. A festa foi instituída para comemorar a saída do Egito 

Pentecostes - pentecostes significa "quinquagésimo". Tinha esta denominação porque se celebrava 50 dias depois da Páscoa.
Nessa ocasião, geralmente estava terminada a colheita. Era a festa de ação de graças.   Na festa de Pentecostes, que se seguiu à ressurreição de Jesus Cristo, o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos que se encontravam reunidos em uma casa (At 2:1-4).

Festa dos Tabernáculos - realizava-se a partir do dia quinze de outubro. Comemorava a longa passagem dos hebreus pelo deserto. Durante sete ou oito dias habitavam em tendas cobertas de folhagem, que se armavam nas praças ou nos tetos das casas.


Anexo 2 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

1)   Na religião dos israelistas atuavam em paralelo ao sacerdócio organizado, cujos escritos eram conservados junto com os livros da Lei eram lidos e explicados ao povo. Eram médiuns superiormente inspirados, chamados por Deus para transmitir ao povo as instruções divinas. Não só explanavam os ensinamentos divinos, também produziam sinais (fenômenos de efeitos físicos, predições, anuncio de acontecimentos futuros).  Quem eram eles?  
R: Os profetas.

2) Livro estudado pelo judaísmo
R: A  “Torá”,  ou os primeiros 5 livros do Velho Testamento: Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio 

3) Quem foram os profetas maiores?
R: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel.

4) Quem foram os profetas menores?
R: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

5)  Existiram profetisas sem livros escritos. Eram elas:
R: Maria (irmã de Moisés), Débora e Ana ( uma das primeiras pessoas a reconhecer Jesus como o Messias)

6) A diferença entre templo e sinagoga
R: O templo estava em Jerusalém, nos outros lugares havia a sinagoga. No templo só presidia o Sumo Sacerdote, acolitado pelos sacerdotes que ofereciam os sacrifícios de bois, cordeiros e bodes. Nas sinagogas não havia sacrifícios, era o culto da palavra de Deus e o canto dos salmos. Aí eram leigos, rabinos, que presidiam, mas um leigo presente podia ser chamado a pregar a palavra.


TEMPLO 

E encontrou os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados;
tendo feito um azorrague de cordas, expulsou a todos, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio.

Jesus expulsa os vendilhões do templo.

*    *    *
Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso; ele esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele.   Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor.  Movido pelo espírito, ele veio àquele local, e quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir as  prescrições da Lei a seu respeito, ele o tomou nos braços e bendisse a Deus dizendo: Agora, Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra;porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste em face de todos os povos, luz para iluminar as nações, e glória de teu povo, Israel.

Jesus é reconhecido por Simeão como o messias no Templo.

*    *    *
Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;  E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.  E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.  Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos;  E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele.  E aconteceu que, passados três dias, o acharam naquele local , assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os.

Jesus com 12 anos ensina, no templo, aos doutores da Lei.

*    *    *
E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva; Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha. 

A viúva que deposita no gazofilácio as duas moedas.

*    *    *

SINAGOGA

16 E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, naquele local, e levantou-se para ler. 17 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: 18 O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, 19 A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. 20 E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos estavam fitos nele.  21 Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. 22 E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José? 23  E todos, na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. 29 E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. 30 Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se.
Jesus expulso da sinagoga em  Nazaré.

*    *    *

Apesar de que todos falavam bem a Seu respeito, dando-lhe testemunho, maravilharam-se da beleza das Suas palavras e, possivelmente, ficaram impressionados pela Sua personalidade atraente, lembrando-se do que Ele fez em Cafarnaum, uma dúvida subiu às suas mentes e não permitia que eles cressem n’Ele. Era o fato d’Ele ser filho de um carpinteiro, de ter sido criado como aprendiz de carpinteiro, de ser conhecido de todos, e de Sua mãe, seus irmãos e irmãs serem tão próximos de todos! (Mateus 13:55-56; Marcos 6:3)
Como poderia Ele pretender ser aquilo que afirmava, sem pelo menos ter aprendido além do que todos aprendiam normalmente na sinagoga? (Mateus 13:56b; Marcos 6:2). Eles ficaram intrigados sem razão, achando que havia algo de errado com Ele. Mas estavam enganados porque não sabiam de onde vinha o seu conhecimento, nem sabia qual era a fonte do Seu poder.

Anexo 3 - Cartaz


Subsídios ao evangelizador 

A figura do ancião Simeão
Assim como ao nascer, Jesus se manifestou em primeiro lugar aos pastores, que eram pobres e excluídos, agora, ao ser apresentado no Templo, revela-se, em primeiro lugar, não aos levitas e os sacerdotes que executaram os ritos da purificação de Maria e do resgate do Menino, mas a dois "pobres de Javé": ao ancião Simeão e à viúva Ana, de 84 anos. Os dois pertenciam aos círculos dos "pobres de Javé" e esperavam a libertação de Israel.  Simeão tinha ido ao Templo “movido pelo Espírito” quando os pais lá levaram “o menino Jesus para cumprir as prescrições da Lei”. Agora, o lugar da nova revelação messiânica não é o campo aberto, mas é o Templo

O que significa  profetas  MAIORES  e  MENORES

PROFETAS MAIORES E MENORES

Textos: Lc. 24.27 - Rm. 9.25-29

OBJETIVO

Mostrar que os profetas do Antigo Testamento, ainda que classificados como Maiores e Menores, todos foram igualmente inspirados pelo Espírito Santo.

INTRODUÇÃO

Conforme destacamos no estudo anterior, toda Escritura é inspirada por Deus e proveitosa (II Tm. 3.16,17). Os profetas, por conseguinte, foram, indistintamente, impulsionados pelo Espírito (II Pe. 1.19-21). Mesmo assim, a tradição judaico-cristã costuma fazer a distinção entre profetas maiores e menores. No estodo desta semana, veremos a respeito dessa diferença, em seguida, apresentaremos, panoramicamente, os profetas maiores e menores. Ao longo do estudo, destacaremos aplicações desses profetas para a igreja do Senhor.

1. A DISTINÇÃO ENTRE OS PROFETAS: 

A distinção entre profetas maiores e menores é meramente quantitativa, e não qualitativa. O critério não repousa na relevância dos escritos de um determinado profeta em detrimento de outro. O tamanho do livro foi utilizado como critério para a categorização de um determinado profeta ser considerado maior ou menor. Ao estudarmos os escritos dos profetas do Antigo Testamento, é preciso ter em mente que tais livros não se encontram em ordem cronológica. A distinção entre profetas maiores e menores serviu para classificar, quantitativamente, os profetas que tinham livros maiores daqueles cujos livros eram menores.



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