quinta-feira, 24 de julho de 2014

Mensagem de Joanna de Angelis no IV ENCONTRO NACIONAL DE DIRETORES DO DIJ - 2002

Queridos amigos:


Jesus, o Mestre por excelência, abençoe-nos e guarde-nos em paz.

O malogro das construções morais da sociedade deve-se, particularmente, à educação, que não conseguiu, através dos métodos do unicismo psicológico, alcançar o ser integral. Mais preocupada com a transmissão de conhecimentos, sem o cuidado da formação de hábitos enobrecidos, trabalhou mais pelo desenvolvimento do intelecto do que dos valores profundos do  sentimento.


Como conseqüência, acompanhamos o progresso científico-tecnológico, que facultou a penetração do pensamento nos mais intrincados problemas e enigmas do Universo, elucidando um sem número deles, mas não podendo atender, como se torna imprescindível, as necessidades do ser humano que estertora nos conflitos depressivos e explode na agressividade e na violência urbana, ceifando vidas incontáveis...


Procurando recursos de evasão para os tormentos que o vergastam, esse ser derrapa nas usanças mórbidas do tabaco, do álcool e de outras drogas químicas, do sexo em desalinho, em vãs tentativas de anular as insatisfações em que se debate.

A educação religiosa, por sua vez, vinculada ao fanatismo e sem a correta visão do ser integral, procurou, inutilmente, fazer prosélitos para a sua grei, despreocupada em produzir homens e mulheres nobres para a edificação de si mesmos, bem como da sociedade, sem as constrições impostas pela castração dogmática de cada grupo, fiel ou dissidente do cristianismo primitivo...

Defrontamos, em razão disso, uma sociedade constituída por espetáculos de fé religiosa, com pessoas sem qualquer religiosidade, que perderam o sentido superior da vida, e logo cessada a encenação exterior fogem para os escusos redutos das paixões primitivas ou se entregam aos descontroles dos instintos primários que nelas predominam.


Somente uma releitura das propostas da educação, quando possa enfrentar os seus erros e falências, ao mesmo tempo apresentando-se novos programas de enobrecimento, que convidem o educando à identificação dos valores reais, da razão de viver e das finalidades existenciais, da sua imortalidade e dos impositivos da reencarnação como manifestação da Justiça Divina, é que se poderá confiar no futuro e dele esperar frutos sazonados.

Esse cometimento está reservado aos evangelizadores espíritas que, possuidores do significado da vida e dos objetivos essenciais reservados ao ser humano, poderão conduzir os aprendizes no rumo da educação integral, pois que, a de caráter espírita, fundamental na formação da personalidade da criança e do jovem, completará a convencional e acadêmica.


Os antigos toltecas há mais de três mil anos, já lecionavam que o ser humano é feito de luz emboscada no corpo, e vencer esse impedimento para ser totalmente luminoso, é a finalidade da existência terrena.

Confirmando essa revelação, Jesus disse-nos que "é a luz do mundo", graças a cuja claridade superaremos as sombras interiores que predominam em nossa natureza animal.

Posteriormente, Allan Kardec acenou-nos com a luminosa informação de que somente a educação moral, a que consiste na arte de formar os caracteres, a que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos, logrará o mister de dignificação e liberdade para o Espírito, concluindo magistralmente que a desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar, (*) assim facultando a paz e o progresso dos povos.


Confiando no excelente labor que se desenha para o IV Encontro Nacional de Diretores do DIJ, exoramos as bênçãos do Pai Amantíssimo em favor de todos nós, que buscamos os melhores recursos para a construção do homem feliz da sociedade do futuro.

Joanna de Ângelis


(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na reunião da noite de 17 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

(*) O Livro dos Espíritos. Cap. V. questão 685-a. 29ª edição da FEB. - Nota da autora espiritual.