quarta-feira, 18 de junho de 2014

História: Gente Grande

André estava jogando vôlei com seus colegas na praça; no meio da brincadeira chegou João o mais novo da turma, dizendo:
_ Quero brincar também, mas estou cansado de ficar na reserva; quero ser o pivô! No vôlei, o pivô é aquele que tem mais experiência e arma as jogadas.


_ Mas João, você ainda é muito pequeno para jogar nesta posição!




_ Não gosto disso! Todo mundo me diz que não posso fazer isto, não posso fazer aquilo, só porque sou pequeno; queria ter nascido grande!
_ Não fale bobagem João! Como é que a gente caberia na barriga de nossa mãe? Além disso, ser pequeno é muito bom. Minha mãe diz que Deus nos faz nascer assim: bem pequenos e sem lembranças, para podermos aprender coias novas com mais facilidade. Este periodo é muito importante para o Espírito.

_ Como assim, André? Pergunta João ainda desconfiado.
_ Veja bem, já contei que nós somos Espíritos criados por Deus, somos eternos e reencarnamos  muitas  vezes, lembra?
_ Lembro.
_ Então, como poderíamos aprender a ser melhores, se já tivéssemos nascido lembrando de tudo? Nascendo adultos, você acha que aceitaríamos ser educados pelo pai, pela mãe, pela professora?
_ Nossa! É mesmo, você tem razão. Gente grande é muito teimosa e orgulhosa!
_ Não apresse as coisas João, tudo vem a seu tempo; alem do mais, é muito bom ser criança, porque a gente brinca, estuda e podemos até ficar no colo de nossa mãe, receber muitos carinhos.
_ Ah! Que delícia, coo de mãe é bom demais! Acho que você, como sempre tem razão André.
_ Não fique triste! Vamos joga, você vai observar como se joga e quando aprender direitinho poderá entrar no time. Feito?
_ Feito!


Do livro Brincando e Aprendendo Espiritismo, v.1, cap.13, pág.109, FEESP

Voltar para Aula: "da Infância"








<< Home          << Português-arquivos